Trama indissolúvel: desdizendo o alegado conflito entre imaginação e razão
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Resumo
Examina-se aqui a superação da dicotomia razão v. imaginação, à luz da infinitude existencial. Argumenta-se que tais separações são construções falaciosas, uma vez que ambas as faculdades são polos de um mesmo contínuo, operando de modo interligado, recombinando elementos do efetivo – vulgo “real”. Tenta-se demonstrar de que forma, desde o mais fisiologicamente basal ao mais filosoficamente avançado, imaginação e razão formam este contínuo cognitivo, compartilhando tanto os mais primevos substratos neurais e neuroquímicos quanto as fases processuais mais etéreas e avançadas do pensamento de alta performance. A criatividade emerge como expressão máxima dessa integração, contrastando com a limitação de sistemas de inteligência artificial, que apenas recombinam dados sem intencionalidade efetiva. Conclui-se pela necessidade de uma maturidade epistemológica que valorize a natureza imbricada dessas capacidades, evitando tanto exigências excessivas quanto subvalorizações reducionistas.
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