A fragilidade como potência política: Poiésis e imaginação a partir de Benjamin e Agamben
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Resumo
Este ensaio propõe uma releitura da fragilidade humana, não como fraqueza, mas como potência ética, estética e política. A imaginação é apresentada como expressão dessa potência — uma categoria que articula sensibilidade, criação e liberdade. Com base na obra de Giorgio Agamben, Walter Benjamin e Castor Bartolomé Ruiz, desenvolve-se a noção de “força da fragilidade”, vinculando-a ao gesto poético e à profanação como estratégias micropolíticas capazes de minar regimes neoliberais e biopolíticos de controle. A análise estrutura-se em três eixos: I. explorar a fragilidade como fratura constitutiva da subjetividade e da abertura ética; II. compreender a fragilidade como condição de imaginação e resistência, mostrando como a sensibilidade humana se torna um espaço privilegiado para escapar da lógica da captura e imaginar outros mundos possíveis; III. examinar o gesto poético e a profanação como micropolíticas que, por sua inoperosidade, engendram formas de vida que resistem à racionalidade instrumental. A partir da leitura de Ruiz (2003, 2008), que compreende o humano como ser fraturado e imaginação como potência simbólica de criação de sentido, o texto amplia a dimensão da fragilidade como abertura constitutiva — a fratura pela qual o humano se torna capaz de linguagem, estética e ética. Ao articular o imaginário e a fragilidade como categorias centrais, propõe-se uma política do sensível baseada na potência e na capacidade poética de reinventar o comum.
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