A determinação da substancialidade e o aspecto gradativo dos entes naturais em Aristóteles
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Resumo
Em Metafísica Z3, Aristóteles declara que uma substância se identifica como tal, sobretudo ou principalmente, pelo fato de dispor das características de ser algo separado (χωριστὸν) e de ser um certo isto (τόδε τι). E, no início de Z2, o filósofo afirma que as substâncias parecem pertencer de uma maneira mais manifesta entre os corpos, os quais seriam expressos, comumente, através dos entes ou dos seres que se apresentam na natureza. Neste artigo, pretendo estabelecer uma análise na qual as noções de χωριστὸν e de τόδε τι, enquanto critérios intrinsecamente articulados para a determinação do caráter substancial dos entes naturais, poderiam ser compreendidas, respectivamente, sob certos sentidos de independência e de unidade, estreitamente relacionados ao conceito de forma imanente (τὸ εἶδος τὸ ἐνόν), no âmbito investigativo de Metafísica ZH. A partir de tal análise, procurarei, então, traçar um panorama geral no qual, de acordo com os tratados de filosofia natural, a possível presença do elemento substancial nos variados tipos de composições naturais, poderia ser examinada à luz de determinado aspecto gradual de unidade e de coesão interna, associado a esses tipos composicionais.
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