Crítica da desimaginação. Por uma erótica do futuro na era do algoritmo
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Resumo
Este artigo propõe a noção de desimaginação como uma categoria crítica para compreender a captura contemporânea da faculdade de imaginar no âmbito do capitalismo financeiro e digital. A partir de uma leitura arqueológica da obra de Giorgio Agamben, analisa-se como a imaginação, enquanto potência inoperante, é expropriada e normalizada por dispositivos técnicos e culturais que padronizam os horizontes do futuro. Discute-se com contribuições de Bernard Stiegler, Hannah Arendt, Charles Baudelaire e Mark Fisher, entre outros, com o objetivo de delinear um quadro conceptual que permita pensar a imaginação como campo de disputa política. Finalmente, propõe-se uma estratégia farmacológica e estética articulada em torno de uma erotização do futuro como tática de reapropriação do poder criativo.
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